O Início do Clube
Tudo começou no ano de 1904, na Rua Direita em Belém. Existia uma farmácia que tinha o nome de "Farmácia Franco". Alguns andares acima dessa farmácia, viviam algumas famílias que gostavam bastante de futebol (recorde-se que nessa altura, todos os termos eram ingleses, daí a designação Sport Lisboa e Benfica). Entre essas famílias, estavam os irmãos "Catataus" que decidiram formar um clube com sede na "Farmácia Franco". Os membros que formavam o clube (designado Clube Sport Lisboa) eram (por ordem alfabtica): Abílio Meireles, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, Carlos França, Eduardo Corga, Francisco Reis, Jorge Sousa, Jorge Afra, José Linhares, Manuel França, Raul Empis e Virgílio Cunha. Daniel Santos Brito era o secretário, Manuel Goularde o tesoureiro e José Rosa Rodrigues o presidente. As camisolas já eram vermelhas e o símbolo do clube era um igual ao actual símbolo do Benfica (retirando a roda tinha escrito "S.L." no lugar de "S.L.B."). O primeiro jogo público foi realizado no dia 1 de Janeiro de 1905 em que o Sport Lisboa defrontava o Campo de Ourique num terreno das Salésias. O Sport Lisboa venceu por 1-0. Mas o Sport Lisboa não se destacava só no futebol mas também no ciclismo.
Em 1907, sem campo próprio, o Grupo Sport Lisboa entrava em colapso, perdendo vários atletas para o Sporting. Parecia o fim de uma bonita aventura, mas... a solução estava ali perto, em Benfica, mas ainda, na Quinta da Feiteira, onde existia um campo que pertencia ao Sport Clube de Benfica, fundado em 1906. Como o Clube Sport Lisboa tinha os jogadores e o Sport Clube de Benfica tinha o campo, fundiram-se os dois clubes, formando o SPORT LISBOA E BENFICA. Vermelho e branco seriam as cores, fruto de uma ideia do Major José da Cruz Viegas, depois de consultar um catálogo de uma fábrica inglesa.
As primeiras conquistas e acontecimentos:
Em 1910, o Sport Lisboa e Benfica vencia o seu primeiro título regional de futebol. Os artistas da altura eram Cosme Damião e Artur José Pereira (o homem golo). Entretanto o Benfica impunha-se noutras modalidades, como o ciclismo e o atletismo. O primeiro atleta olímpico do Benfica, Francisco Lázaro, faleceu durante uma maratona em Estocolmo, na Suécia (1912). No ciclismo, brilhavam Alfredo Piedade e Luís Gato. Em 1913, o Benfica inaugurava o seu novo campo, o parque dos Sete Campos, na Palhavã. No mesmo ano, saía o jornal do clube, o "Sport Lisboa". Já em 1916, com a Europa em guerra, o Benfica mudou-se para a Avenida Gomes Pereira, em Benfica. O clube tornava-se tão conhecido por todo o Mundo que decidiu expandir-se, dando origem ao Hóquei e Patinagem.
O Campeonato de Portugal, a Primeira Liga e a Taça de Portugal:
A disputa do Campeonato de Portugal começava em 1921/22. Em 12 edições do Campeonato de Portugal, o Benfica s vencera por 3 vezes, tendo ainda uma participação relativamente fraca, mas os anos do glorioso haveriam de chegar... Já em 1934/35, o Campeonato de Portugal dava origem à Primeira Liga, que teve 4 edições, das quais o Benfica venceu 3. As figuras da altura eram Albino, Gaspar, Pinto, Vítor Silva e Valadas, sendo Lipo Hertzka o técnico (de nacionalidade Húngara). Troféu novo para as estantes do clube, seria a Taça de Portugal, arrebatada em 1940, num jogo em que o Benfica derrotou o Beleneses por 3-1. Entre os heróis da tarde, destaque-se Xico Ferreira, Valadas e Espírito Santo (Espírito Santo, além de vedeta futebolística, brilhou no atletismo, com títulos e recordes nacionais no salto em altura, comprimento e triplo).
Um novo estádio e os triunfos dos anos 40/50.
No dia 5 de Outubro de 1941, o Benfica inaugurava o "Campo Grande", um campo maior para um grande clube. A década de 40 não foi excepcional para o Benfica, conquistando apenas 3 títulos nacionais, mas vingando-se ao conquistar 6 Taças de Portugal. Porém, foi a 18 de Julho de 1950 que o Benfica conquistou o seu primeiro grande troféu a nível europeu: a Taça Latina. Os 'nossos' campeões latinos foram: Bastos (guarda-redes), Jacinto, Ferandes, Félix, Moreira, José da Costa, Rogério, Carona, Arésnio, Julinho e Rosário. Depois da Europa, o Benfica deu uma volta por África, onde disputou e venceu muitos jogos. Durante essa 'volta', foi recrutado Raúl Águas, que deu várias alegrias ao clube (pai de Rui Águas que também muitas alegrias deu).
Década de 60, parte I:
Em 1954, o Benfica mudou-se do Campo Grande para o maior estádio português... o grandioso Estádio da Luz! Ao sonho de muitos anos, sucedia-se a realidade, com o apoio financeiro de milhares de associados e adeptos, o Estádio da Luz compensava a tenacidade e o idealismo do presidente Joaquim Bogalho. O conhecido terceiro anel, que elevou à lotação do estádio para 120 mil pessoas, deve-se ao presidente Maurício Vieira de Brito, que chegou mais tarde.
Década de 60, parte II:
Além do Estádio da Luz, a década de 60 foi marcada pela geração de ouro do Sport Lisboa e Benfica, e vinda do melhor jogador português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Nascido em Lourenço Marques (actual Maputo - Moçambique, Portugal ultramarino nesse tempo), Eusébio brilhava no Sporting de Lourenço Marques, estando os olheiros do Sporting a observá-lo, juntamente com os do... Benfica. Eusébio aceitou ir para o Benfica, mas fugido e escondido na bagagem dos benfiquistas que vinham de Moçambique. Em Dezembro de 1960, Eusébio chegava a Lisboa pelas mãos do Benfica (antes fora levado para o Algarve). O Benfica pagou então 700 contos pela carta de Eusébio que aceitou ir jogar para o Benfica. Depois desta aventura, Eusébio estreou-se com a camisola do Benfica num jogo das 'nossas' reservas contra as reservas do Atlântico, no dia 23 de Maio de 1961 (o Benfica venceu 4-2, com 3 golos de Eusébio). Enquanto Eusébio não se afirmava na equipa principal, o Benfica vencia a Taça dos Campeões Europeus em Berna, no dia 31 de Maio de 1961, ao bater por 3-2 na final, o vizinho Barcelona (golos de José Águas, Coluna e um autogolo de Gensana para o Benfica), sendo Bella Guttmann o treinador (Húngaro). Na poca seguinte, o feito repetia-se, mas com um toque especial de Eusébio. Desta vez o jogo realizava-se em Amsterdão e o adversário era o Real Madrid, que o Benfica venceu por 5-3, com 2 golos de Eusébio. O Benfica esteve presente em mais 3 finais da Liga dos Campeões: em Londres contra o AC Milan (1-2), em Milo frente ao Internazionale (1-3) e em Manchester frente ao United (1-4 após prolongamento). Eusébio ficava assim conhecido como o melhor português de todos os tempos, tendo no currículo 1 Taça dos Campeões Europeus, 11 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal, 76 vezes internacional A, 9 vezes integrante da "selecção ideal do Mundo", pela FIFA e UEFA e melhor jogador do Mundial de 66, em Inglaterra (parte das botas de ouro e prata). 791, foi o número de golos obtido com a camisola do Benfica. Depois desta verdadeia carreira de ouro, Eusébio será sempre lembrado na entrada do Estádio da Luz, onde está a sua estátua de bronze (isto aconteceu mais tarde). Mas para esta ser a melhor década de sempre do Benfica, outros nomes do futebol brilharam: Costa Pereira, Mário João, Neto, Germano, Ângelo, Cavm, Cruz, José Augusto, Santana, Mário Coluna, António Simões, Serra, Saraiva, Artur, Nené, Humberto Coelho, Toni... Os treinadores da década de 60 foram cinco: Bella Guttmann (Húngaro), Fernando Riera (Chileno), Lajos Czeiler (Húngaro), Schwartz Elek (Romeno) e Otto Glria (Brasileiro). O Benfica alcançou um tri campeonato de 62/63 a 64/65, perdeu o campeonato de 65/66 por 1 ponto, e fez um novo tri de 66/67 a 68/69.
Os anos 70:
"Qualquer treinador que vá para o Benfica, arrisca-se sempre a ser campeão!", esta foi uma frase célebre de Mário Wilson. Na década de 70, o Benfica conquistaria outro tri-campeonato, de 70/71 a 72/73, desta vez nas mãos do britânico Jimmy Hagan. As figuras da altura eram: Eusébio, Humberto Coelho, Jaime Graça, Nené, Toni, Diamantino, José Torres, António Simes, Vítor Martins, Vítor Baptista, Shu Han, Jordo, José Henrique, Adolfo Messias e Artur Jorge (melhor marcador em 70/71 e 71/72). Foi em 1972/73, que Eusébio conquistou a sua última bola de prata, com 40 golos. Mais um tri-campeonato de 74/75 a 76/77 (12 campeonatos em 15 anos) nas mãos de Milorad Pavic (Húngaro), Mário Wilson (Português) e John Mortimore (Inglês). O primeiro campeonato após a revolução de 25 de Abril, foi o último de Eusébio, jogando 9 encontros, apontando 2 golos (fazendo um total de 316 golos no campeonato). Outras estrelas apareceram, como Fernando Chalana, Pietra, Manuel Bento, Eurico Gomes, José Luís e Carlos Alhinho.
Década de 80:
A década de 80 iria caracterizar-se pelo duelo sistemático entre o Benfica e o F. C. Porto, face à crise que o Sporting enfrentava. No primeiro ano da década, o húngaro Lajos Bazzoti dava o primeiro título. Nené foi o melhor marcador e João Alves, o luvas pretas, a estrela. Em 1982/83, comeavam a chegar os primeiros estrangeiros ao clube, eram eles Glenn Stromberg (Sueco) e Zoran Filipovic (Jugoslavo) e quem estava frente da equipa era o sueco Sven-Goran Eriksson. Nesta década, surgiram mais estrelas do futebol português, como Rui Águas, Veloso, Vítor Paneira, Pacheco, Valdo e Magnusson. A 25 de Maio de 1988, o Benfica foi a mais uma final Liga dos Campeões em Estugarda, tendo sido derrotado por 1-2 pelo AC Milan.
Tudo começou no ano de 1904, na Rua Direita em Belém. Existia uma farmácia que tinha o nome de "Farmácia Franco". Alguns andares acima dessa farmácia, viviam algumas famílias que gostavam bastante de futebol (recorde-se que nessa altura, todos os termos eram ingleses, daí a designação Sport Lisboa e Benfica). Entre essas famílias, estavam os irmãos "Catataus" que decidiram formar um clube com sede na "Farmácia Franco". Os membros que formavam o clube (designado Clube Sport Lisboa) eram (por ordem alfabtica): Abílio Meireles, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, Carlos França, Eduardo Corga, Francisco Reis, Jorge Sousa, Jorge Afra, José Linhares, Manuel França, Raul Empis e Virgílio Cunha. Daniel Santos Brito era o secretário, Manuel Goularde o tesoureiro e José Rosa Rodrigues o presidente. As camisolas já eram vermelhas e o símbolo do clube era um igual ao actual símbolo do Benfica (retirando a roda tinha escrito "S.L." no lugar de "S.L.B."). O primeiro jogo público foi realizado no dia 1 de Janeiro de 1905 em que o Sport Lisboa defrontava o Campo de Ourique num terreno das Salésias. O Sport Lisboa venceu por 1-0. Mas o Sport Lisboa não se destacava só no futebol mas também no ciclismo.
Em 1907, sem campo próprio, o Grupo Sport Lisboa entrava em colapso, perdendo vários atletas para o Sporting. Parecia o fim de uma bonita aventura, mas... a solução estava ali perto, em Benfica, mas ainda, na Quinta da Feiteira, onde existia um campo que pertencia ao Sport Clube de Benfica, fundado em 1906. Como o Clube Sport Lisboa tinha os jogadores e o Sport Clube de Benfica tinha o campo, fundiram-se os dois clubes, formando o SPORT LISBOA E BENFICA. Vermelho e branco seriam as cores, fruto de uma ideia do Major José da Cruz Viegas, depois de consultar um catálogo de uma fábrica inglesa.
As primeiras conquistas e acontecimentos:
Em 1910, o Sport Lisboa e Benfica vencia o seu primeiro título regional de futebol. Os artistas da altura eram Cosme Damião e Artur José Pereira (o homem golo). Entretanto o Benfica impunha-se noutras modalidades, como o ciclismo e o atletismo. O primeiro atleta olímpico do Benfica, Francisco Lázaro, faleceu durante uma maratona em Estocolmo, na Suécia (1912). No ciclismo, brilhavam Alfredo Piedade e Luís Gato. Em 1913, o Benfica inaugurava o seu novo campo, o parque dos Sete Campos, na Palhavã. No mesmo ano, saía o jornal do clube, o "Sport Lisboa". Já em 1916, com a Europa em guerra, o Benfica mudou-se para a Avenida Gomes Pereira, em Benfica. O clube tornava-se tão conhecido por todo o Mundo que decidiu expandir-se, dando origem ao Hóquei e Patinagem.
O Campeonato de Portugal, a Primeira Liga e a Taça de Portugal:
A disputa do Campeonato de Portugal começava em 1921/22. Em 12 edições do Campeonato de Portugal, o Benfica s vencera por 3 vezes, tendo ainda uma participação relativamente fraca, mas os anos do glorioso haveriam de chegar... Já em 1934/35, o Campeonato de Portugal dava origem à Primeira Liga, que teve 4 edições, das quais o Benfica venceu 3. As figuras da altura eram Albino, Gaspar, Pinto, Vítor Silva e Valadas, sendo Lipo Hertzka o técnico (de nacionalidade Húngara). Troféu novo para as estantes do clube, seria a Taça de Portugal, arrebatada em 1940, num jogo em que o Benfica derrotou o Beleneses por 3-1. Entre os heróis da tarde, destaque-se Xico Ferreira, Valadas e Espírito Santo (Espírito Santo, além de vedeta futebolística, brilhou no atletismo, com títulos e recordes nacionais no salto em altura, comprimento e triplo).
Um novo estádio e os triunfos dos anos 40/50.
No dia 5 de Outubro de 1941, o Benfica inaugurava o "Campo Grande", um campo maior para um grande clube. A década de 40 não foi excepcional para o Benfica, conquistando apenas 3 títulos nacionais, mas vingando-se ao conquistar 6 Taças de Portugal. Porém, foi a 18 de Julho de 1950 que o Benfica conquistou o seu primeiro grande troféu a nível europeu: a Taça Latina. Os 'nossos' campeões latinos foram: Bastos (guarda-redes), Jacinto, Ferandes, Félix, Moreira, José da Costa, Rogério, Carona, Arésnio, Julinho e Rosário. Depois da Europa, o Benfica deu uma volta por África, onde disputou e venceu muitos jogos. Durante essa 'volta', foi recrutado Raúl Águas, que deu várias alegrias ao clube (pai de Rui Águas que também muitas alegrias deu).
Década de 60, parte I:
Em 1954, o Benfica mudou-se do Campo Grande para o maior estádio português... o grandioso Estádio da Luz! Ao sonho de muitos anos, sucedia-se a realidade, com o apoio financeiro de milhares de associados e adeptos, o Estádio da Luz compensava a tenacidade e o idealismo do presidente Joaquim Bogalho. O conhecido terceiro anel, que elevou à lotação do estádio para 120 mil pessoas, deve-se ao presidente Maurício Vieira de Brito, que chegou mais tarde.
Década de 60, parte II:
Além do Estádio da Luz, a década de 60 foi marcada pela geração de ouro do Sport Lisboa e Benfica, e vinda do melhor jogador português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Nascido em Lourenço Marques (actual Maputo - Moçambique, Portugal ultramarino nesse tempo), Eusébio brilhava no Sporting de Lourenço Marques, estando os olheiros do Sporting a observá-lo, juntamente com os do... Benfica. Eusébio aceitou ir para o Benfica, mas fugido e escondido na bagagem dos benfiquistas que vinham de Moçambique. Em Dezembro de 1960, Eusébio chegava a Lisboa pelas mãos do Benfica (antes fora levado para o Algarve). O Benfica pagou então 700 contos pela carta de Eusébio que aceitou ir jogar para o Benfica. Depois desta aventura, Eusébio estreou-se com a camisola do Benfica num jogo das 'nossas' reservas contra as reservas do Atlântico, no dia 23 de Maio de 1961 (o Benfica venceu 4-2, com 3 golos de Eusébio). Enquanto Eusébio não se afirmava na equipa principal, o Benfica vencia a Taça dos Campeões Europeus em Berna, no dia 31 de Maio de 1961, ao bater por 3-2 na final, o vizinho Barcelona (golos de José Águas, Coluna e um autogolo de Gensana para o Benfica), sendo Bella Guttmann o treinador (Húngaro). Na poca seguinte, o feito repetia-se, mas com um toque especial de Eusébio. Desta vez o jogo realizava-se em Amsterdão e o adversário era o Real Madrid, que o Benfica venceu por 5-3, com 2 golos de Eusébio. O Benfica esteve presente em mais 3 finais da Liga dos Campeões: em Londres contra o AC Milan (1-2), em Milo frente ao Internazionale (1-3) e em Manchester frente ao United (1-4 após prolongamento). Eusébio ficava assim conhecido como o melhor português de todos os tempos, tendo no currículo 1 Taça dos Campeões Europeus, 11 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal, 76 vezes internacional A, 9 vezes integrante da "selecção ideal do Mundo", pela FIFA e UEFA e melhor jogador do Mundial de 66, em Inglaterra (parte das botas de ouro e prata). 791, foi o número de golos obtido com a camisola do Benfica. Depois desta verdadeia carreira de ouro, Eusébio será sempre lembrado na entrada do Estádio da Luz, onde está a sua estátua de bronze (isto aconteceu mais tarde). Mas para esta ser a melhor década de sempre do Benfica, outros nomes do futebol brilharam: Costa Pereira, Mário João, Neto, Germano, Ângelo, Cavm, Cruz, José Augusto, Santana, Mário Coluna, António Simões, Serra, Saraiva, Artur, Nené, Humberto Coelho, Toni... Os treinadores da década de 60 foram cinco: Bella Guttmann (Húngaro), Fernando Riera (Chileno), Lajos Czeiler (Húngaro), Schwartz Elek (Romeno) e Otto Glria (Brasileiro). O Benfica alcançou um tri campeonato de 62/63 a 64/65, perdeu o campeonato de 65/66 por 1 ponto, e fez um novo tri de 66/67 a 68/69.
Os anos 70:
"Qualquer treinador que vá para o Benfica, arrisca-se sempre a ser campeão!", esta foi uma frase célebre de Mário Wilson. Na década de 70, o Benfica conquistaria outro tri-campeonato, de 70/71 a 72/73, desta vez nas mãos do britânico Jimmy Hagan. As figuras da altura eram: Eusébio, Humberto Coelho, Jaime Graça, Nené, Toni, Diamantino, José Torres, António Simes, Vítor Martins, Vítor Baptista, Shu Han, Jordo, José Henrique, Adolfo Messias e Artur Jorge (melhor marcador em 70/71 e 71/72). Foi em 1972/73, que Eusébio conquistou a sua última bola de prata, com 40 golos. Mais um tri-campeonato de 74/75 a 76/77 (12 campeonatos em 15 anos) nas mãos de Milorad Pavic (Húngaro), Mário Wilson (Português) e John Mortimore (Inglês). O primeiro campeonato após a revolução de 25 de Abril, foi o último de Eusébio, jogando 9 encontros, apontando 2 golos (fazendo um total de 316 golos no campeonato). Outras estrelas apareceram, como Fernando Chalana, Pietra, Manuel Bento, Eurico Gomes, José Luís e Carlos Alhinho.
Década de 80:
A década de 80 iria caracterizar-se pelo duelo sistemático entre o Benfica e o F. C. Porto, face à crise que o Sporting enfrentava. No primeiro ano da década, o húngaro Lajos Bazzoti dava o primeiro título. Nené foi o melhor marcador e João Alves, o luvas pretas, a estrela. Em 1982/83, comeavam a chegar os primeiros estrangeiros ao clube, eram eles Glenn Stromberg (Sueco) e Zoran Filipovic (Jugoslavo) e quem estava frente da equipa era o sueco Sven-Goran Eriksson. Nesta década, surgiram mais estrelas do futebol português, como Rui Águas, Veloso, Vítor Paneira, Pacheco, Valdo e Magnusson. A 25 de Maio de 1988, o Benfica foi a mais uma final Liga dos Campeões em Estugarda, tendo sido derrotado por 1-2 pelo AC Milan.
